domingo, 26 de setembro de 2010

TEXTOS E ATIVIDADES III.

A coruja e a águia

Coruja e águia depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
-Basta de guerra!-disse a coruja. –O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
-Perfeitamente-respondeu a águia. -Também eu, não quero outra coisa.
-Nesse caso, combinemos isto: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
-Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
-Coisa fácil! Sempre que encontrares uns borralhos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhotes de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
-Está feito!-concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
-Horríveis bichos!-disse ela. -Vê-se logo que não são os filhos da coruja e comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
-Quê?! –disse esta admirada. –Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada, nada, com o retrato que deles me fizeste...

Para retrato de filho, ninguém acredite em pintor pai.
Lá diz o ditado: “Quem o feio ama, bonito lhe parece”...

Responda em seu caderno:

1- Qual foi o acordo feito pela coruja e a águia?



2- A águia respeitou esse acordo?



3- Qual foi o ditado citado por Monteiro Lobato no final da fábula?



4- Escreva com suas palavras o que esse ditado vem nos ensinar.



Leia o texto abaixo:


Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antiguidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. “ O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel” afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante,agosto/01)

ITEM 01: Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:
A) os gregos não conheciam o planeta Urano.
B) os gregos, bem como outros povos da Antiguidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar.
C) a olho nu, os planetas se assemelhavam às estrelas.
D) os povos da Antiguidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas.

ITEM 02: Segundo o texto a Astronomia é uma ciência que, em dadas circunstâncias, pode prescindir de:
A) estrelas
B) planetas
C) instrumentos
D) astrônomos

ITEM 03: A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:
A) brilho e posição.
B) beleza e posição.
C) importância e disposição.
D) brilho e importância.

ITEM 04: Segundo o texto, as estrelas:
A) são iguais aos planetas.
B) não piscam
C) só mudam de posição à noite
D) mudam de posição em longos períodos de tempo.



D01- Leia o texto abaixo.

CACHORROS

Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma
espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram
aos seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo.
Essa amizade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que, se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o outro e a parceria deu certo.

www.recreionline.com.br

O assunto tratado nesse texto é a:
A) relação entre homens e cães.
B) profissão de zoólogo.
C) amizade entre os animais.
D) alimentação dos cães.

D02 - Leia o texto abaixo e responda às questões.

Caipora

É um Mito do Brasil que os índios já conheciam desde a época do descobrimento. Índios e Jesuítas o chamavam de Caiçara, o protetor da caça e das matas. Seus pés voltados para trás servem para despistar os caçadores, deixando-os sempre a seguir rastros falsos. Quem o vê, perde totalmente o rumo, e não sabe mais achar o caminho de volta. É impossível capturá-lo. Para atrair suas vítimas, ele, às vezes, chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. É também chamado de Pai ou Mãe-do-Mato, Curupira e Caapora. Para os Índios Guaranis, ele é o Demônio da Floresta. Às vezes é visto montando um porco do mato.

http://www.arteducacao.pro.br/

De acordo com esse texto, os pés voltados para trás da Caipora servem para:
A) atrair suas vítimas.
B) despistar caçadores.
C) montar um porco do mato.
D) proteger as matas.


D3 - Leia o texto abaixo e responda às questões.

O Feitiço do sapo

Todo lugar sempre tem um doido. Piririca da Serra tem Zóio. Ele é um sujeito cheio de idéias, fica horas falando e anda pra cima e pra baixo, numa bicicleta pra lá de doida, que só falta voar. O povo da cidade conta mais de mil casos de Zóio, e acha que tudo acontece, coitado, por causa da sua sincera mania de fazer “boas ações”. Outro dia, Zóio estava passando em frente à casa de Carmela, quando a ouviu cantar uma bela e triste canção. Zóio parou e pensou: que pena, uma moça tão bonita, de voz tão doce, fi car assim triste e sem apetite de tanto esperar um príncipe encantado. Isto não era justo. Achou que poderia ajudar Carmela a realizar seu sonho e tinha certeza de que justamente ele era a pessoa certa para isso. Zóio se pôs a imaginar como iria achar um príncipe para Carmela. Pensou muito para encontrar uma solução e fi nalmente teve uma grande idéia de jerico: foi até a beira do rio, pegou um sapo verde e colocou-o numa caixa bem na porta da casa dela.

FURNARI, Eva. O feitiço do sapo. São Paulo: Editora Ática, 2006, p. 4 e 5. Fragmento.

A intenção de Zóio ao colocar um sapo na porta da casa de Carmela foi
A) ajudá-la a encontrar um príncipe encantado.
B) ajudá-la a cantar com voz mais doce ainda.
C) encontrar alguém para cuidar do sapo que vivia no rio.
D) fazer uma surpresa, dando-lhe um sapo de presente.


D5- Leia o texto abaixo e responda às questões.

O menor jornal

A jornalista Dolores Nunes é a responsável pelo menor
jornal do mundo. No dia 23, o micro jornal Vossa Senhoria,
da cidade de Divinópolis (MG), recebeu o certifi cado do
livro dos recordes, atestando que o seu jornal, com apenas
3,5 centímetros de altura e 2,5 centímetros de largura, é o
menor jornal do mundo. O jornal tem 16 páginas mensais,
tiragem de 5 mil exemplares e aborda diversos assuntos da
atualidade.

O que significa atestando?
A) Afirmando por escrito.
B) Dando uma notícia.
C) Fazendo um teste.
D) Lendo com atenção.


D7- Leia o texto abaixo e responda à questão. 05/05/2006

MARCELA,

Vou levar as crianças para um passeio no Museu. Voltaremos
no final da tarde, não se preocupe em preparar lanche para nós.

Um abraço,
Mamãe.
Esse texto serve para
A) dar uma notícia.
B) deixar um recado.
C) fazer um convite.
D) vender um produto.

D10- Leia o texto abaixo e responda à questão.

PRINCESA NENÚFAR ELFO-ELFA

Nasceu já bem pálida, de olhos claros e cabelos loiros, quase brancos. Foi se tornando invisível já na infância e viveu o resto da vida num castelo malassombrado, com fantasmas amigos da família. Dizem que é muito bonita, mas é bem difícil de se saber se é verdade.

SOUZA, Flávio de. Príncipes e princesas, sapos e lagartos. Histórias modernas de tempos antigos. Editora
FTD, p. 16. Fragmento.

A opinião das pessoas sobre a princesa é de que ela:
A) é muito bonita.
B) é pálida, de olhos claros.
C) tem cabelos quase brancos.
D) vive num castelo.



D15-Leia o texto abaixo.

A BONECA

Deixando a bola e a peteca
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: “É minha!”
“É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fi m de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca...

Olavo Bilac, Poesias infantis. Rio de Janeiro: Ed. Francisco Alves, 1949, p. 31-32.

No trecho “Que a pobre rasgou-se ao meio”, a expressão sublinhada refere se a:
A) estopa.
B) peteca.
C) roupa.
D) boneca.

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